Outro tópico abordado no trabalho
do irmão Ossamu Yamashita é a chamada QUESTÃO
RELIGIOSA.
A Questão Religiosa foi um
conflito gerado entre a Igreja Católica da época e a Maçonaria, envolvendo o
Estado Monárquico do Imperador D. Pedro II.
Esse conflito durou de 1872 até
meados de 1875 e por incrível que pareça, foi o Império que mais saiu perdendo
nessa questão, pois gerou um enorme desgaste político criando um ambiente
propício para movimentos como a da proclamação da república.
A Constituição da época ordenava
que a religião oficial do país era Católica, ou seja, o Estado não era laico
como hoje, a Igreja tinha um poder muito grande, porém conforme acordado, o
Estado mantinha toda despesa sacerdotal o que na prática obrigava que as bulas
papais (ordens direta do Papa) passarem
pelo crivo do Estado, antes de serem obedecidas, era o chamado Padroado.
Devido aos conflitos gerados na
Europa pelos ideais Iluministas, evidentemente a Igreja não via com bons olhos
a Maçonaria, mas que no Brasil ainda não havia esse enfrentamento direto, o
convívio entre eles era pacífico.
O estopim foi deflagrado quando
um Padre e também Orador de uma Loja Maçônica, fez um discurso elogiando a Lei
do Ventre Livre e conseqüentemente a maçonaria.
Houve várias manifestações e D
Pedro II posiciona-se ao lado da maçonaria e dois bispos, fervorosos
anti-maçons, de Olinda e Belém, foram condenados a 4 anos de trabalhos
forçados.
O Imperador, após algum tempo -
por pressão da Igreja - , destitui o então ministro Visconde de Rio Branco (Grão
Mestre) e coloca em seu lugar o Duque de Caxias que acaba anistiando os Bispos.
O povo percebe um Império sem
força política, um ingrediente a mais para a queda do Império e a instalação da
República.
Este assunto é tão relevante para
a maçonaria que o nosso mestre José Castellani até editou um livro, cuja capa fora mostrada na tela do trabalho do nosso irmão.
TFA
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